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terça-feira, 1 de maio de 2007

Echo & The Bunnymen (1987)

“Oh how the times have changed us

Sure and now uncertain”

(All My Life)


Voz de Jim Morrison, boca de Mick Jagger, nascido em Liverpool, terra dos Beatles. Fisicamente, geograficamente e musicalmente Ian McCulloch encarnava um caldeirão de influências. No imaginário dos anos 80, não dá para excluir do chip de memória de cada pessoa que foi criança/adolescente naqueles tempos a “coletânea” de penteados presentes na capa desse disco.


Cabelos a parte, o Echo é uma banda fundamental para entender o que foram os anos 80 e este álbum homônimo de 1987, além de síntese da época (fotos em preto-e-branco de Anton Corbijn, que também fotografou o U2 e o Joy Division, só para ficar em dois ícones, arranjos com bastante teclados...) é, sem dúvida, o topo na carreira do grupo, apesar dos resmungos de McCulloch, que afirma não gostar do álbum.


Se você que está lendo esse texto agora tiver que escolher um disco do Echo, escolha este. Os motivos são vários. Além dos expostos acima, esse é último álbum com a formação completa da banda (o baterista Pete de Freitas morre em 1989 num acidente de moto), a voz e a inspiração de Ian nunca mais seriam as mesmas. Este é também o mais íntegro conjunto de canções da banda, não há margem para hesitação em nenhuma faixa e as letras são muito inspiradas.


O álbum começa com “The Game”, cujo videoclipe foi gravado no Brasil, no Rio, e gerou protestos de nacionalistas babacas por ter sido gravado em parte em botecos e porque Ian imitava o gesto de Didi quando ele se dava bem, que estava em moda na época (veja o clipe aqui). No mesmo lado, outro clássico do Echo, “Bedbugs and Ballyhoo”, que tem uma introdução de bateria fantástica e teclados de Manzarek e o refrão grudento “down on your knees again/saying please again, no, no, no...”. O lado A fecha com a belíssima balada “Bombers Bay”.


O lado B começa com um hino: “Lips Like Sugar”, cuja leitura da letra na Bizz Letras Traduzidas me fez querer conhecer Echo e também Velvet Underground, pois cita “I´ll Be Your Mirror”. A introdução é completamente inesquecível e quando essa música toca numa pista de dança é hora de se jogar. O disco fecha com “All My Life”, uma das baladas mais sinceras de todos os tempos.


Lembro bem quando comprei esse disco, na verdade uma fita K-7 original comprada na Opus do Shopping Balneário. As letras eu xeroquei do encarte do vinil de alguém. Este álbum, Joshua Tree, do U2, e a coletânea Songs To Learn and Sing, do Echo também, foram definitivamente meus discos de sing-a-long. Cantava as letras enquanto ouvia os discos e depois tentava traduzí-las. A maior parte do meu inglês eu aprendi com letras de música. Anos depois comprei toda a coleção de vinis do Echo e outros clássicos dos anos 80 com o meu primo Vandinho, que tinha virado crente.


Cotação: *****


Other stuff

Vinil, com encarte completo, contendo letras, ficha técnica e mais fotos de silhuetas bem ao estilo de Corbijn.

Cotação: *****